Livros › Antônio Gonçalves Dias › Últimos Cantos: Poesias

Capa de Últimos Cantos: Poesias

Últimos Cantos: Poesias

Antônio Gonçalves Dias (1823–?)

Poesia2 h 30 de leitura134 páginas

O começo

Minha alma não está comigo, não anda entre os nevoeiros dos Órgãos, involta em neblina, balouçada em castelos de nuvens, nem rouquejando na voz do trovão. Lá está ela! — lá está a espreguiçar-se nas vagas de S. Marcos, a rumorejar nas folhas dos mangues, a sussurrar nos leques das palmeiras : lá está ela nos sítios que os meus olhos sempre virão, nas paisagens que eu amo, onde se avista a palmeira esbelta, o cajazeiro coberto de cipós, e o pau darco coberto de flores amarelas. Ali sim,— ali está— desfeita em lagrimas nas folhas das bananeiras — desfeita em orvalho sobre as nossas flores, desfeita em harmonia sobre os nossos bosques, sobre os nossos rios, sobre os nossos mares, sobre tudo…

A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.

Mais de Antônio Gonçalves Dias