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Roteiro do Viajante no Continente: E nos Caminhos de Ferro de Portugal em 1865

João António Peres Abreu

DireitoViagem5 h 30 de leitura294 páginas

O começo

Diz a tradição que D. Ramiro, senhor do castelo, partiu dali a combater africanos, apesar dos rogos de sua esposa e de sua filha, ambas lindas como os amores.

Que depois de cometer mil atrocidades, e cheio de orgulho pelas suas façanhas, r'ressava ao seu castelo, quando um dia se perdeu nò meio de um bosque, aonde encontrou duas mouras, m&e e filha, tão belas e formosas como a es* posa e filha, que havia deitado em seu castelo.

À filha trazia uma bilba oom água, e como D. Eamiro estava devorado com sede, dirigiu-se às mouras, exigindolhe a entrega da água para ele b«lber; mas fez isto por tal forma, que a rapariga assustada deixou cair a bilha que se quebrou.

Furioso D. Ramiro, enriston com a lança ao peito da jovem, depois de a atravessar oom uma lançada, fez o mesmo à mãe, que morreu amaldiçoando o cavaleiro.

'Neste momento apparcMsia um jovem filho e irmoo das mouras, e o cavaleiro trouxe-o cativo para o seu castelo.

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