Roteiro do Arquipélago de Cabo Verde
Christiano José de Senna Barcellos
O começo
Não ofenderei a sua reconhecida modéstia, nem a dos seus conterrâneos, citando nomes. Sào eles assaz ccmliecidoa, não só em Portuj'al, mas também fVlra do })aiz.
E V. , como filho de (^abo Verde, entrei:ando-se tão bri- Ihfintemente ao penoso serviço da marinha de guerra, onde conquistou o posto que exerce, não podia deixar de animar o bom conceito que sempre nos têm merecido, empregando os poucos momentos (pie o serviço lie permitia, ii'iim tral)alho reconhecidamente ntil, direi mesmo preciso, (pie vem ])reenclier nma das muitas lacunas que ainda temos no tocante à y'e()g'raj)ia e liydrojrrapliia dos j)ortos e costas portu<>-vezes.
Nós (pie em épocas passadas somos os mestres e denujs li- (;ôcs que outros souberam habilmente aproveitar, enniitas vezes em ])r(:^juízo nosso, descan(,'ámos demais; sentimos-nos entorpecidos, e tpiando atualmente queremos ou necessitamos utilizar o ([ue outr'ora ensinámos, temos em <çrande parte dos casos (pie recorrer, infelizmente, a trabalhos de estranhos.
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