Entre Nós: 1907
Antonio da Silva Pinto (1848–?)
O começo
«Procurei o conhecido, e achei um amigo, como'usam raramente ser os irmãos . . .
«Dóra-mo a Providencia. Os infelizes todos têm uma. Deus sonda os corações ; dóe-se dos que expiam culpas suas ; e desce até eles, na ima« gem de um homem, quando todos os abandonam.»
Samiíío Sa'teíío oB'anco/ «MEMORIAS DO CÁRCERE»
SiiyVA Pinto.
mm 4 de janeiro. — Falavame há pouco uma testemunha do casOy dizendo me que ontem, no teatro de S. Carlos foi alvo de uma ovação a família reaL Âlvo e vítima, pelos modos.
O publico de S. Carlos é, ou pretende ser especial : um tanto aristocrático, apesar de lá ir o Baptista de Setúbal, mais o meu padeiro, Castanheira de Moura, — sem cabaz. Em semelhantes condições, esse publico presta-se, como nenhum outro a aplaudir o que lhe parece real. 'E\ pois, uma festa em família — mais uma, — o que me descreve o tal meu informador. Não tenho nada com isso.
Nem eu, nem os outros contribuintes, que não frequentam S. Carlos.
A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.