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Camilo Castelo Branco

Antonio da Silva Pinto (1848–?)

Biografia e memórias34 min de leitura30 páginas

O começo

GUILLARD, AILLAUD & C.ia, LIVREIROS-EDITORES / 47, Rua de S.t André-des-Arts / PARIS / Filial: 28, Rua Ivens, 1.º / LISBOA

1889

OS CONTEMPORÂNEOS

CAMILLO CASTELLO BRANCO

POR

SILVA PINTO

200 Reis

GUILLARD, AILLAUD & C.ia, LIVREIROS-EDITORES / 47, Rua de S.t André-des-Arts / PARIS / Filial: 28, Rua Ivens, 1.º / LISBOA

1889

Quando se interroga um leitor português sobre a individualidade literária de Camillo Castello Branco, o interrogado se é homem afirma a recordação dos risos, se é mulher a reminiscência das lagrimas; e deste duplo tributo, da razão e do sentimento, ressalta a nítida compreensão do homem de gênio que há trinta anos, dia a dia, armado da observação e da intuição, tem erguido o mais poderoso e alevantado monumento de que há registro em língua portuguesa.

Na dolorosa epopeia do gênio discutido e caluniado abre uma excepção, que nos consola, este grande nome de Camillo Castello Branco. Os grandes homens insultados pela mediocridade confiaram sempre do futuro o glorioso desagravo; Camillo encarregou-se da desforra; e os seus insultadores são homens mortos para a imputação, desde a hora em que o gigante os discutiu,—dado que não vinguem purificar-se no arrependimento e honrosamente confessá-lo.

Antonio da Silva Pinto (autor) morreu em 1911; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1982.

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