
Espada da Justiça sobre os Reos do Horroroso Delito Praticado no Navio pelos que Morreraõ Enforcados aos 14 de Agosto de 1781
José Daniel Rodrigues da Costa (1757–1832)
O começo
Do horroroso delito praticado no Navio pelos que morreraõ enforcados aos 14 de Agosto de 1781.
ESCRITA POR
JOSEPH DANIEL RODRIGUES DA COSTA.
LISBOA
Na Officin. Patr. de FRANCISCO LUIZ AMENO.
M. DCC. LXXXI.
Com licença da Real Meza Censoria.
ODE.
Ó Tu do Ethereo Jove Irmaõ potente, 1 / Supremo Pai das úmidas Deidades, * … / Que manejas terrifico tridente, / Que dominas as mesmas tempestades, / Tu que todas as gentes senhoreas / Na procellosa, nivea, vasta herança, * … / Que os cavalos marítimos enfreias, / Distinguindo a tormenta da bonança, / Levanta sobre o Pélago profundo / A limosa cabeça, e vinga o Mundo.
Sacrílegos Tipheos, 2 que conspirados / Sem respeito a coriscos tortuosos / Sobre os Orbes volúveis, e sagrados / Intentastes alçarvos ambiciosos, / Nos raios crepitantes destruídos, / Em castigo do cego atrevimento, / De pérfidos ingratos, e atrevidos / Contra o supremo Deos do Firmamento, / Vêde a outros Tipheos; 3 delito insano! / Que empunhaõ armas sobre o largo Oceano.
José Daniel Rodrigues da Costa (autor) morreu em 1832; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1903.