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As Obras dos Jeronymos Parecer Apresentado à Comissão dos Monumentos Nacionais em Sessão de 7 de Novembro de 1895

Luciano Cordeiro (1844–1900)

HistóriaArte39 min de leitura34 páginas

O começo

Destinada, em 28 de dezembro de 1833, a parte conventual do edifício dos Jeronymos à instalação da chamada Casa Pia de Lisboa , vinte anos passados um Provedor benemérito, de quem todos nos lembramos ainda:―José Maria Eugenio de Almeida,―entendeu dever acompanhar a radical reforma daquela instituição asylar com a das velhas e desconcertadas casarias em que ela pouco confortavelmente se alojava.

Paralelamente com as necessidades higiênicas e disciplinares do pio internado, determinava-lhe o generoso impulso outra idia, não menos generosa, decerto, mas antes recebida do que germinada, talvez, naquele espirito caracteristicamente pratico:―a de melhor conformar e adaptar à grandeza e à feição estética da parte primitiva do Monumento, pelo menos o aspecto arquitetônico e decorativo do resto da vasta edificação.

Da extraordinária associação destas ideias,―mal definidas e refletidas, então, nem mais definidas, nem refletidas melhor até hoje,―derivaram as obras que se têm ido fazendo e desfazendo desde 1863, sob as denominações impróprias até ao absurdo, de «restauração» e de «reconstrução» dos Jeronymos:―tão pouco «reconstrução» que começaram por desfazer a continuidade do Monumento;―tão pouco «restauração» que demolindo grande parte do que existia, e até do que era mais que provável que existisse desde a fundação primeira, foram essas obras ensaiando, sem estudo e por fantasia, o que não poderá ser a traça e o aspecto originário, nem, em tempo algum, a fabrica integral e harmoniosa do edifício na…

Luciano Cordeiro (autor) morreu em 1900; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1971.

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