
Despedidas: 1895-1899
António Pereira Nobre (1867–1900)
O começo — Prefacio de José Pereira de Sampaio ( Bruno )
[V]A fraterna piedade de Augusto Nobre e a saudade amiga de Justino de Montalvão honraram-me com o pedido comovente de algumas linhas que acompanhassem este volume posthumo. Tendo organizado a nota que precede os fragmentos, ao diante publicados, do poema O Desejado , hesitei grandemente em acquiescer à solicitação que refiro. Temi que malignas malevolencias acaso increpassem como de impertinente intromettimento essas linhas sinceras e inocentes. E elas seriam, de fato, com severidade condemnaveis, desde que as dictassem pedantescas pretensões de recomendação às delicadas leituras. O nôme do poeta não é somente conhecido; está decisivamente consagrado. Um prosador incorreto e seco não…
Assim meditava e quase me resolvia por uma polida escusa, que me magoaria aliaz; porém mais se radicou em meu animo o motivo antagonico que me convidara a ceder à cativante sedução do pedido, feito pelo irmão e pelo companheiro.
António Pereira Nobre (autor) morreu em 1900; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1971.