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Estâncias a Emma

Alexandre Dumas, filho

Poesia5 min de leitura5 páginas

O começo

Sahímos, ela e eu, dentro de um carro, / Um ao outro abraçados; e como era / Triste e sombria a natureza em torno, / Ia conosco a eterna primavera.

No cocheiro fiavamos a sorte / Daquele dia, o carro nos levava

Sem ponto fixo onde aprouvesse ao homem; / Nosso destino em suas mãos estava.

Quadrava-lhe Saint-Cloud. Eia! pois vamos! / É um sítio de luz, de aroma e riso. / Demais, se as nossas almas conversavão, / Onde estivessem era o paraíso.

Fomos descer junto ao portão do parque. / Era deserto e triste e mudo; o vento / Rolava nuvens cor de cinza; estavam / Secco o arbusto, o caminho lamacento.

Rímo-nos tanto, vendo-te, ó formosa, / (E felizmente ninguém mais te via!) / Arregaçar a ponta do vestido / Que o lindo pé e a meia descobria!

Tinhas o gracioso acanhamento / Da fidalga gentil pisando a rua; / Desaffeita ao andar, teu passo incerto / Deixava conhecer a raça tua.

Uma das tuas mãos alevantava / O vestido de seda; as saias finas

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