Lucrécias
Bruno Seabra (1837–1876)
O começo — I - Nós e vós
Amo-vos a todas vós, Raparigas, porque nós Dos quinze aos vinte solteiros, Borboletas dos rosais, Somos todos bandoleiros, Como foram nossos pais, Depois de nossos avós.
Amai-me, pois, todas vós, Porque, afinal como nós Dos quinze aos vinte solteiras, Lindas flores dos rosais, Sois tão boas bandoleiras, Como foram vossos pais, Depois de vossas avós.
Agora… casando nós, Bem como casando vós; — Adeus vida de solteiros, Borboletas e rosais! E nunca mais bandoleiros! — E Deus vos guarde dos pais Que inda o são depois de avós…
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