Homenagem ao Marquês de Pombal 1782-1882
Maximiliano de Azevedo (1850–?)
O começo — A. M. · I
De joelhos heróis! Baixai a fronte altiva, / Que passa triunfante, aureolada e viva / A sombra doutro herói!—a luzitana gloria / Que há um século morreu para viver na Historia.
É cedo inda talvez para a consagração; / Não 'stão extintas já as lutas da paixão; / E a treva—a emulação—debate-se na liça, / Emquanto não raiar o dia da Justiça.
Mas vós, a mocidade, a esperança do Futuro, / Que altivos caminhaes, com passo bem seguro, / Na senda gloriosa e árdua do Progresso; / Vós, que haveis de lançar ao solo do Universo / A semente feraz da grande Idèa-Nova, / Deveis ajoelhar perante aquela cova, / Que encobre veneranda a ossada do gigante / Que há um século caiu em luta triunfante.
Ide!… ide ensinar às gerações vindouras / Que há paginas de luz que são immorredouras / Na historia das Nações! / Dizei a vossos filhos, / Que estão calcados já os gloriosos trilhos / Que hão-de conduzir ao fundo de seu peito / A força da Justiça e a força do Direito!
Maximiliano de Azevedo (autor) morreu em 1911; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1982.