Tratado de Madrid
autoria não identificada
O começo — Abertura
"Resolveram pôr termo às disputas passadas e futuras, e esquecer-se, e não usar de todas as ações e direitos, que possam pertencer-lhes em virtude dos referidos Tratados de Tordesilhas, Lisboa, Utreque, e da Escritura de Saragoça … reduzindo os Limites das duas Monarquias aos que se assinalaram no presente Tratado; sendo o seu ânimo, que nele se atenda com cuidado a dois fins: O primeiro, e mais principal é, que se assinalem os limites dos dois Domínios, tomando por balizas as paragens mais conhecidas, para que em nenhum tempo se confundam, nem deem ocasião a disputas, como são a origem, e curso dos rios, e os montes mais notáveis: O segundo, que cada parte há-de ficar com o que atualmente…
Como escreveu Jaime Cortesão: "Desde 1744, que Alexandre de Gusmão sabia que, a oeste, a fronteira natural e mais sólida entre a América portuguesa e a espanhola deveria cingir-se à vasta curva de ligação entre o Paraguai-Jaurú e o Guaporé-Madeira, descoberta por Manuel Félix de Lima, e logo explorada pela espionagem geográfica, preparada e dirigida pelo secretário do Rei. A posse dessa fronteira não tinha menos importância para Portugal que a da Colónia para a Espanha. A correspondência sobre as negociações do Tratado de Madrid prova que Alexandre de Gusmão fez todos os esforços, por fim coroados de êxito, para garantir a Portugal a posse desse enlace fluvial, preservando a comunicação…
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