A Saudade: Canto Elegíaco
Henrique Ernesto de Almeida Coutinho (1788–1868)
O começo — DUAS PALAVRAS DO AUCTOR
A morte do jovem portuense João Alvares de Almeida Guimarães foi perda mui real e considerável não somente para a sua família e amigos, mas ainda para o ensino público e para a literatura. Unia ele bom cabedal de talentos a bem fornecido peculio dinstrução bebida em salutares mananciais; por quanto a mais leve mácula dirreligião, a mais esvaida tintura de cinismo, lhe eram sobejo motivo para abandonar começadas leituras, e romper toda a comunicação com autores eivados de semelhante lepra, e que, na esperança talvez de mais avultados lucros ou de maior celebridade, inculcam teorias que a experiencia desmente, ou lisonjeam paixões que muito conviria refrear. Jovem nos anos, ancião na…
Henrique Ernesto de Almeida Coutinho (autor) morreu em 1868; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1939.