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Capa de Mármores (1895)

Mármores (1895)

Francisca Júlia

Direito32 min de leitura28 páginas

O começo — A caçada

Ao mirante gentil de construção bizarra / Acabou de subir naquele mesmo instante / Em que o seu noivo foi à caça; e, palpitante, / Lá fora cuida ouvir os sons de uma fanfarra.

E, ao mesmo tempo ouvindo o selvagem descante / Que, entre as folhas, sibila a estridula cigarra, / Ella vai ler a carta onde o seu noivo narra / A dor que há de sofrer quando estiver distante…

E dorme, vendo o sol que, através de uma escassa / Nuvem branca, ilumina as íngremes encostas / Dos montes onde ondeja a matilha da caça;

E, bem perto, ao rumor de trompas e ladridos, / O seu noivo gentil que, de espingarda às costas, / Lhe oferta uma porção de pássaros feridos…

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