A Lenda da Meia-Noite
Manuel Pinheiro Chagas (1842–1895)
O começo — Abertura
Nota de editor: Devido à quantidade de erros tipográficos existentes neste texto, foram tomadas várias decisões quanto à versão final. Em caso de dúvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrará a lista de erros corrigidos.
Rita Farinha (Nov. 2007)
COLLECÇÃO ANTONIO MARIA PEREIRA
M. PINHEIRO CHAGAS / A LENDA DA MEIA-NOITE / 2.ª edição
LISBOA / Parceria A. M. PEREIRA―Livraria editora / Rua Augusta, 50, 52 e 54
LISBOA / Officinas tipográfica e de encadernação / movidas a vapor / Rua dos Correeiros, 70 e 72, 1.º
A LENDA DA MEIA-NOITE
Num dos sítios mais pitorescos da Beira-Baixa, nessa montanha vestida de verdura, onde se recosta Alpedrinha, e que domina o verdejante vale do Fundão, ergue-se uma casa ampla e antiga, de cuja varanda, extensa varanda de madeira, em cujos beiraes vem as andorinhas fazer os seus ninhos, se descortina a extensa paisagem, onde alvejam Val de Prazeres e outras vilas e aldeias que matizam, com as suas casas brancas, o verde do arvoredo, e que tem como pano de fundo a imponente massa da serra da Estrella, coroada com as suas neves eternas.
Manuel Pinheiro Chagas (autor) morreu em 1895; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1966.