Camões e o Amor no Aniversario 304 da Morte do Poeta
Ernesto Pires (1857–1884)
O começo — ESCUTA!
Heide gastar os olhos só a olhar-te, A alma hei de queimar no fogo ardente Que vem dos olhos teus, continuamente, E assim succumbirei a abençoar-te. Só tenho coração para adorar-te, Labios para dizer-te quanto sente Quem feliz se julgara, eternamente,
Ficando, eternamente, a idolatrar-te. No peito meu não cabe o sentimento, Trasborda como as águas, alteradas Pelas raivosas convulsões do vento. Amado ou não,--as trovas magoadas Do amor e coração e vida e alento Eu aos teus pés deponho,--ei-las rojadas!
Ernesto Pires (autor) morreu em 1884; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1955.