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Deodoro da Fonseca (Número Único)

Othelo de Lima

Direito27 min de leitura24 páginas

O começo — Coluna 1/Página 2/Deodoro

E' cedo ainda para emittirmos um juízo sobre a individualidade histórica do marechal Deodoro.

Para os monarquistas será por muito tempo o carrasco do Imperador.

Para os Republicanos sinceros, de coração o bravo general será sempre um benemérito da Patria.

O seu tumulo, a sua memoria será porém objevto para especulações por parte daqueles que mais o comprometeram em vida e a quem ele deveu os dissabores e as ingratidões dos que o depozeram.

No entretanto para os seus amigos, para a sua família, a saudade velará dia e noite o sono algido do pai extremoso e do companheiro querido, do camarada leal e honrado.

E esta será sublime recompensa do muito que bem mereceu a alma impolluta do grande cidadão.

Para à Historia que já mais foi Madastra o Marechal Deodoro entrará como um bravo guerreiro, como cidadão honrado, como um funcionário dedicado, como um Patriota benemérito.

E quando tiver desaparecido, por qualquer acidente, do seio da humanidade a Patria brasileira, a historia apontará aos povos absorvos a Epopêa gigantesca de 15 de Novembro, o grande poema esscripto com a espada do guerreiro, em três cantos de gloria:

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