Deodoro da Fonseca (Número Único)
O começo — Coluna 1/Página 2/Deodoro
E' cedo ainda para emittirmos um juízo sobre a individualidade histórica do marechal Deodoro.
Para os monarquistas será por muito tempo o carrasco do Imperador.
Para os Republicanos sinceros, de coração o bravo general será sempre um benemérito da Patria.
O seu tumulo, a sua memoria será porém objevto para especulações por parte daqueles que mais o comprometeram em vida e a quem ele deveu os dissabores e as ingratidões dos que o depozeram.
No entretanto para os seus amigos, para a sua família, a saudade velará dia e noite o sono algido do pai extremoso e do companheiro querido, do camarada leal e honrado.
E esta será sublime recompensa do muito que bem mereceu a alma impolluta do grande cidadão.
Para à Historia que já mais foi Madastra o Marechal Deodoro entrará como um bravo guerreiro, como cidadão honrado, como um funcionário dedicado, como um Patriota benemérito.
E quando tiver desaparecido, por qualquer acidente, do seio da humanidade a Patria brasileira, a historia apontará aos povos absorvos a Epopêa gigantesca de 15 de Novembro, o grande poema esscripto com a espada do guerreiro, em três cantos de gloria:
Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.