Alvará de Criação dos Cadetes
autoria não identificada
O começo
Eu El-Rei, Faço saber aos que este Alvará virem, que considerando o muito, que convêm ao Meu Real Serviço, e ao bem comum dos meus Estados, que a Nobreza deles tenha escolas próprias para se instruir na Arte, e Disciplina Militar, em que a especulação se faz inútil sem uma quotidiana, e dilatada prática do que é pertencente às obrigações de cada um dos que se empregam em um tão nobre exercício, desde a primeira praça de soldado gradualmente até aos maiores, e últimos postos do Exército, a que todos os que nele entram devem desde a primeira hora aspirar pelos seus Serviços, e merecimentos, com aquela virtuosa emulação, que não poderia bem aproveitar para o acrescentamento, aos que a…
Em cada companhia de Infantaria, Cavalaria, Dragões e Artilharia, puderão assentar praça três Fidalgos, ou pessoas de Nobreza conhecidas, assim da Corte como das Províncias, com a denominação de Cadetes: Fazendo petição aos respectivos Directores, na qual lhe representem, que pretendem servir de Cadetes no Regimento, que declararem: E que os admita a Fazer as suas Provas de Nobreza.
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