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A Revolução na China e na Europa

Karl Marx (1818–?)

História13 min de leitura12 páginas

O começo

Um dos mais profundos, ainda que fantástico, especulador depois de ter consagrado toda a sua existência à descoberta das leis que regem a evolução da humanidade, tinha a lei da unidade dos contrários por um dos mistérios dominantes da natureza. Aos seus olhos o bom e velho provérbio segundo o qual"os extremos se tocam" representava a verdade suprema, eficaz em todos os domínios da vida, um axioma ao qual o filósofo não podia renunciar, assim como o astrônomo às leis de Kepler ou à grande descoberta de Newton.

Podemos encontrar uma ilustração clara da universalidade, ou não, deste famoso princípio no efeito que a revolução chinesa parece estar sendo conclamada a provocar no mundo civilizado. Pode parecer muito estranho e paradoxal afirmar que o próximo levantamento dos povos europeus em favor da liberdade republicana dependerá provavelmente mais do que se passa no Celeste Império - no polo oposto da Europa - do que de qualquer outra causa política atual. Em qualquer dos casos, dependerá mais disso que das ameaças da Rússia e da perspectiva que abrem a um conflito europeu generalizado. De fato, não há nada de paradoxal naquela afirmação, sendo o que não pode deixar de reconhecer quem considere…

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