
Portugal Contemporâneo — Volume 2
J. P. Oliveira Martins (1845–?)
O começo — 1.—A SESSÃO DE 1834-35
No dia 15 de agosto, D. Pedro abriu solenemente as câmaras. A fisionomia da assembleia era diversa em tudo da de 26-8. Bem se pode dizer que não estava ali a maior parte da nação, exterminada pela guerra, ou jazendo esmagada sob o pé do vencedor. Era o Portugal-novo que reinava, sobre os destroços e ruínas da nação antiga. A câmara reunia-se num desses conventos saqueados, onde à pressa se levantou uma sala com paredes pintadas de azul e branco e um tecto de vidraças a que a retórica posterior chamou abobadas . Tudo era novo e cheirava ainda às tintas, como o sistema improvisado. D. Pedro, o faxina das trincheiros do cerco, viro-se o mestre das obras parlamentares, e um desembaraço igual…
J. P. (Joaquim Pedro) Oliveira Martins (autor) morreu em 1894; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1965.