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Crónicas Imorais

Albino Forjaz de Sampaio (1884–1949)

RomanceContosCrônica e ensaio3 h 40 de leitura197 páginas

O começo — Crónicas imorais

Os artigos, crónicas ou antes as impressões que hoje se reúnem em volume são já do domínio público. Todavia devo declarar que não foi nele que pensei, quando as escrevi. Os quatro gêneros de criaturas que há no mundo, «criaturas racionais, como os homens; criaturas sensitivas como os animais; criaturas vegetativas, como as plantas; criaturas insensíveis, como as pedras», como quere Vieira, só mediocremente me interessam. Publicam-se hoje porque isso me apraz, e se são más ou boas, tal não me fará doer a cabeça. Nunca mais as lerei. São cousas que passaram, notas à margem dum acontecimento, comentários a uma leitura, impressões de momento, fumo, cinza, terra, nada. Viveram um dia. Hoje…

Albino Forjaz de Sampaio (autor) morreu em 1949; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2020.