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A Nossa Gente

Teixeira de Queiroz (1848–?)

RomanceContos3 h 10 de leitura169 páginas

O começo — PRIMEIRA PARTE · I

Era adorável no berço pela sua tranquilidade feliz: esse primeiro ano de existência passou-o a mamar e a dormir, deixando de mamar para dormir, e interrompendo o dormir só para mamar. Nos curtos intervalos destas ocupações sérias mostrava pouca vivacidade de caráter: para tudo e para todos olhava com tal incompreensão, que se julgou que fosse doente, ou de somenos inteligência. Pouco mais do que a planta que vegéta apegada à terra, e que só estima a terra que a nutre; pois o único apego ou afeição manifestado neste primeiro período de vida, foi pela ama, a Antonia, mulher do caseiro, e desdenhava os afagos da mãe verdadeira, preferindo-lhe os daquela que a sustentava de leite. A boa…

Teixeira de Queiroz (autor) morreu em 1919; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1990.

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