Lupe
Affonso Celso de Assis Figueiredo, conde de Affonso Celso (1860–?)
O começo — Abertura
A / URBANO DUARTE / E / CORRÊA DE MENEZES , / Amigos nos bons e nos maus tempos.
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Dos ensaios literários que ultimamente tenho dado a lume, foi Lupe o que suscitou mais vivas e contraditórias apreciações.
Criticos houve, tão exageradamente benévolos, que de primorosa qualificaram a singela narrativa, chegando ao extremo de emparelhá-la com Cinco Minutos de José de Alencar e Graziella de Lamartine.
Outros, em compensação, a acoimaram de romancete fraco e efêmero, onde a ação se arrasta enfadonhamente, com[viii] defeitos notáveis de forma e escandalosos erros de observação.
E, conforme os hábitos da terra, depois de malsinar o livro, atiraram-se desapiedados contra o autor, chamando-lhe vaidoso, ignorante, humilhador da pátria língua e quejandas amenidades.
Em consciência, reputo-me autorizado a repetir os versos da tragedia raciniana:
…. Je nai mérité Ni cet excès de honneur, ni cette indignité!
Affonso Celso de Assis Figueiredo, conde de Affonso Celso (autor) morreu em 1938; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2009.