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Lupe

Affonso Celso de Assis Figueiredo, conde de Affonso Celso (1860–?)

Romance1 h 20 de leitura73 páginas

O começo — Abertura

A / URBANO DUARTE / E / CORRÊA DE MENEZES , / Amigos nos bons e nos maus tempos.

[vi]

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Dos ensaios literários que ultimamente tenho dado a lume, foi Lupe o que suscitou mais vivas e contraditórias apreciações.

Criticos houve, tão exageradamente benévolos, que de primorosa qualificaram a singela narrativa, chegando ao extremo de emparelhá-la com Cinco Minutos de José de Alencar e Graziella de Lamartine.

Outros, em compensação, a acoimaram de romancete fraco e efêmero, onde a ação se arrasta enfadonhamente, com[viii] defeitos notáveis de forma e escandalosos erros de observação.

E, conforme os hábitos da terra, depois de malsinar o livro, atiraram-se desapiedados contra o autor, chamando-lhe vaidoso, ignorante, humilhador da pátria língua e quejandas amenidades.

Em consciência, reputo-me autorizado a repetir os versos da tragedia raciniana:

…. Je nai mérité Ni cet excès de honneur, ni cette indignité!

Affonso Celso de Assis Figueiredo, conde de Affonso Celso (autor) morreu em 1938; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2009.