
Os Cataventos
Rocha Peixoto (1866–?)
O começo — Figs. 1 a 3
De mais firmeza é a illação diária tirada dos aspectos celestes, associados frequentemente a relações com a ondulação orographica local. «Vem aí o trovão», diz-se no planalto de Barroso ao observarem-se as formas de certas nuvens e a orientação da sua marcha. E a trovoada, às vezes diária no estio, em breve surge. No Soajo, formando-se elas na portela de Tibo, apenas se «esbarram» em vento; mas levantando-se uns «penduricalhos» no rio, sítio do Cachão, e quando o castelo da Nobrega «tem carapuça» irrompe a chuva. O mesmo sucede em Castro Laboreiro quando as nuvens «fazem chapéu» lá para os montes do Gerez; e em Rebordãos, nas abas da serra da Nogueira, se «está o buraco tapado», ou sejam as…
Chuvas de verão, / É como amores em vão.
A «maré pica de cima» ou a «maré pica de baixo» são as fórmulas com que ordinariamente se distinguem os ventos norte e sul que anunciam bom ou mau tempo. [4] Todavia, e em regra, quando o vento do sul é forte, a chuva não se prolonga tanto como se é mais brando do mesmo quadrante (Castro Laboreiro).
Rocha Peixoto (autor) morreu em 1909; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1980.