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O Bispo: Nova «Heresia», em Verso

Guilherme Braga (1843–1874)

Poesia29 min de leitura26 páginas

O começo — Antes de lêr

Propõe-se um editor novel, mas que benemerentemente para as letras pátrias inicia a sua carreira, salvar do esquecimento, a que a raridade dos exemplares de uma edição limitada parecia indefectivelmente votá-lo, o pamphleto poético a que estas linhas servem de preâmbulo explicativo.

As aparentemente pretenciosas palavras últimas foram muito de caso pensado escritas; e em curtos dizeres elas poderão ser interpretadas segundo a modéstia real das suas proporções.

É claro que, no restrito acanhamento das algumas paginas que, mercê do plano próprio da pouco custosa publicação, lhe são concedidas, o redator{X} destas linhas, ainda que lhe sobrasse em méritos o que em competência lhe escasseia, não poderia abalançar-se à critica de uma individualidade literária tão viva, espontaneamente acentuada como a de Guilherme Braga, autor do opusculo em reimpressão.

Repetir, pela centésima vez, que o vate portuense pertence, nas suas mais altas culminancias, à categoria estética que o critico parisiense Laurent-Pichat marcou e definiu para os, por ele, primeiro, chamados Poetas de combate —ociosa banalidade seria, que não primava sequer pelo exato rigor do asserto, visto como Guilherme Braga foi simultaneamente um poeta lírico notabilissimo, de uma sincera emotividade, admirável nessa sublime elegia Cadaveres , que é uma das raras paginas supremas, definitivas, em nossa moderna literatura.

Sampaio Bruno (coautor) morreu em 1915; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1986.