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Últimos Momentos dos Quatro Sentenciados à Morte pelo Assassinato e Roubo na Ilha da Caqueirada

autoria não identificada

História13 min de leitura11 páginas

O começo

Perdão ! Peráão ! Não olhes para mim com ar tão irado Liberal! não me mostres tuas feridas ensanguentadas; esconde essa ferida profuíida feita por minha faca! Que inflamado abismo é esse que me mostras ? é o Inferno ! ! o Inferno 1 e daqui a pouco serei lançado nele por toda a eternidade l Mas que vejo ? ainda outras vítimas assassinadas por mim I Ah I sim, sou um malvado -, sim, mereci a morte. Infeliz Albino, bem rasão tens tu de exprobrar-me por causa dè teu suplício I — Ao menos, tu te arrependes, tu pedes perdão a teu pai e a tua mãe , e eu reneguei, ultrajei, reduzi à miséria e à desesperação os autores de meus dias!,,.. Sim, há tuna Justiça Divina, e eu mereci minha sorte í (Cahe…

ANTÓNIO JOAQUIM.

Vê, si o criminoso pode escapar a sua consciência ! Seu 5omno o trahe , e suas expròbrações, suas blàsphemias só serviam para desfarçar seus remorsos.

ALBINO.

Amigo, tenho horror ao suplício, às maldições do povo e às mãos do carrasco. Quero pedir-te um ultimo obsequio; não m'o recuses, promete faze-lo.... Toma, aqui tens este lenço, ata-o ao meu pescoço, enforca-me ! E depois quando vierem buscar-nos para a forca, só acharáõ meu cadáver....

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