Elogio Histórico do Conde de Ficalho
Eduardo Burnay (1853–?)
O começo
Nestes Mellos se enraizam as casas de Cadaval, Sabugosa, S. Lourenço, Ficalho, Mello e Murça, dando à nação portuguesa galhardos capitães, viso-reis, governadores ultramarinos e distintos homens de guerra e de corte, através todo o ciclo da velha monarquia.
Ao despontar, porém, das ideias liberais, ao passo que a massa da nobreza reage e se concentra na defesa das instituições seculares, os Ficalhos vemô-los logo precocemente abraçados à nova causa, batendo-se e padecendo por ela.
E pela causa não padeceram só os homens, os quatro filhos da condessa viúva de Ficalho, D. Eugenia—Antonio, que depois foi o marquês de Ficalho; Luiz, que foi conde de Sobral; José, que na armada se distinguiu; e Francisco, que morreu conde de Mafra. Sofreu ela própria, prisioneira do governo miguelino no convento do Grillo, sequestrada de todo o conhecimento do destino dos valorosos filhos, pelo único crime… de ser sua mãe!
Eduardo Burnay (autor) morreu em 1924; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1995.