
Reflexos
O começo
A aurora despontava; e que aurora ! Ura abysrao, Sublime de esplendor um mar de brilhantismo. Um sereno clarão de paz p de bondade. Era ao alvorecer do mundo; o a claridade Brilhava com amor no céu inacessível. Sendo tudo o que Deus ^óde ter de visível;
Fulgia tudo, a sombra e o nevoeiro baço;
Avalanches de luz fundiam-se no espaço;
O dia, iluminando a terra embevecida,
Acendia os fanaes esplendidos da vida;
Horizontes de sombra e penhas guedelhudas
E arvores coUossaes que já não ha, folhudas,
Luziam com uma luz de sonho, de vertigem,
De nmravilhas. Era a criação na origem;
Casto e nu, acordava o Éden; milhões daves
Chilreavam um hino a Deus, de tão suaves,
Tào meigos, tão gentis e tão canoros trilos,
.- Que pendiam a fronte os anjos para ouvi-los;
Até mesmo o rugir do tigre era mais brando; A selva onde o cordeiro e o lobo iam pastando,
Os mares onde a hidra amava a garça; os prados
Onde estavam em paz os ursos com os veados,
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