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Reflexos

Victor Hugo , Fernando Leal

Poesia1 h 50 de leitura93 páginas

O começo

A aurora despontava; e que aurora ! Ura abysrao, Sublime de esplendor um mar de brilhantismo. Um sereno clarão de paz p de bondade. Era ao alvorecer do mundo; o a claridade Brilhava com amor no céu inacessível. Sendo tudo o que Deus ^óde ter de visível;

Fulgia tudo, a sombra e o nevoeiro baço;

Avalanches de luz fundiam-se no espaço;

O dia, iluminando a terra embevecida,

Acendia os fanaes esplendidos da vida;

Horizontes de sombra e penhas guedelhudas

E arvores coUossaes que já não ha, folhudas,

Luziam com uma luz de sonho, de vertigem,

De nmravilhas. Era a criação na origem;

Casto e nu, acordava o Éden; milhões daves

Chilreavam um hino a Deus, de tão suaves,

Tào meigos, tão gentis e tão canoros trilos,

.- Que pendiam a fronte os anjos para ouvi-los;

Até mesmo o rugir do tigre era mais brando; A selva onde o cordeiro e o lobo iam pastando,

Os mares onde a hidra amava a garça; os prados

Onde estavam em paz os ursos com os veados,

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