Rascunhos sobre a Gramática da Língua Portuguesa
Baptista Caetano de Almeida Nogueira , Batista Caetano
O começo
Poem-S€f erttão h iíitentar pfêttitm, â dár T€§tás snás, quefètó imíyíng'ir iíioldè.«^ pfívH a. coíi'tUctÒè!^ qiíe chamam boas, gêíirtrfías, è pof ftírr dè éofrfas só nôs dáío moldes de frases que eles hoje usam, que não são as do português vernáculo, e que são tão adulteradas como as nossas, com a diferença de serem de outro feitio.
A diferença dos dous modos de falar éreal, é fatal, não há meio algum de evita-la, tem de crescer pelo simples decurso do tempo, e de todo não vem ao caso se um dialeto é melhor do que o outro.
O maior mérito de um sobre o outro só depende do mérito intrínseco dos produtos literários que der à luz.
Poderão berrar quanto quiserem os rigoristas, o autor que souber escrever bem, isto é, que souber apoderar-se do seu leitor não só pelas ideias que emite, mas ainda pela linguagem expressiva, bem travada e numerosa, irá por diante, e o que na ocasião apontarem os puristas como incorrecção, será em tempo futuro indicado como norma da linguagem boa, apta para o fim, e quando não na poderem explicar grammaticalmente, dar-lhe-hão o nome de idiotismo. E será por isso mesmo ainda mais aceita e louvada como vernácula a nova forma de frase, por isso que é característica.
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