Portugal no Dahomé
Augusto Cesar Rodriques Sarmento
O começo
Diligenciando orientar-me nas investigações a que tive de recorrer e cujos resultados até então me pareciam insuflS- cientes para formar um juízo seguro e imparcial, dirigi ao governador do distrito de Ajuda um questionário formulado de maneira que pudesse dirigir-me convenientemente nas minhas ulteriores pesquisas. A resposta a esse questionário deixou-me desagradavelmente impressionado a respeito dos negócios do Dahomé. Não obstante as reservas que ao governador de Ajuda impunham os melindres da sua posição especial, resaltavam à primeira vista os seguintes corollarios :
- não se haver realizado a ocupação de Zomai, porque o xáxá se oppozera tenazmente a esse ato, asseverando que apenas fora estipulado que no mesmo bairro se estabelecessem as feitorias dos negociantes portugueses, que se domiciliassem no país. Assim voltava novamente o distrito de Ajuda a concentrar-se nos trezentos metros do parallelogrammo qne constitui a fortaleza de S. João Baptista sem o anexo do antigo sarame extra-muros, de que as autoridades dahomeanas se haviam apossado num dos interregnos da nossa ocupação: *
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