
Poesias de Antônio Diniz da Cruz e Silva
O começo
Os altos sons inspira, Que ele , voando às nuvens , derramava.
ANTISTROPHE. (1)
. Morta a querida esposa, Desce o Thracio Cantor , de Amor guiado , A' margem priguiçosa Onde adormece o Lethes rebalsado. Da Morte ,- ele formando brandas queixas Da Ur a. ao som saudoso, Tom. V. A * Odes Pindàmcas.
O silencio espantoso Rompeo em suavíssimas endeixas.
EPODO. O)
Na térná melodia transportado, . Cair deixa Çharonte Das duras mãos o remo carregado : De Megera na Fronte Enroscandò-se as hydras não silvarão ; £ ao feroz Ceibero , • Que as vãs sombras espanta, Na tríplice garganta ' Os latidos cruéis te sufrocário* ESTROPH& (a> V, Em todo o negro Averno Um estranho sossego se espalhada :
Cessou o pranto èterfto, E a eterna dor que os maus atormentava Tanto do mesto Orphco em fim poder Os canoros gemidos t Que os Numes condoídos Eurydice a seus rogos concederão.
ANTISTROPHEí (â)
Se o fatídico Apollo, Grande Rei , cujo Nome imoral gira De um polo a outro polo, Influísse benigno eftf minha lira Tão suave poder; delia me armara, Pulsara o plectro ousado, E ao immuiavel Fado Eternos vossos anhos lhe rogara.
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