
Poesias
O começo
mais poderosos sintomas da emancipação social, vive e alenta-se pelo influxo da democracia.
Quem não descobre nos monumentos do Egypto o culto bárbaro de um panteísmo grosseiro? Os capiteis assemelhara-se ao desabrochar lento e majestoso das palmeiras : os obeliscos reproduzem as elevações caprichosas de granito que coroam as alturas do alto-Egypto. E' a servidão do homem representada na ausência completa da sua individualidade moral: os monumentos são um capricho do despotismo : v os seus cimentos são amassados com o suor e com o sangue de milhares de operários obscuros : a humanidade parece que desapareceu daquelas monstruosas criações: é a imitação servil da natureza: nem um nome de artista vem protestar, em nome da inteligência e da liberdade humana, contra esses caprichos…
Já não é assim na Grécia. Essa terra bem fadada, que adora o esplendor dos seus próprios destinos, que, sozinha e isolada, rodeada de montanhas, conserva o gérmen de uma admirável civilização, contra as brutais tentativas da barbaridade armada, ideaiisa o culto do homem nas concepções da estatuária. E' a apoteose da humanidade, é a deificação das paixões humanas, construída na imaginosa religião da mitologia : os seus personagens heroicos são, pelo menos, semi-deuses : as suas criações plásticas tomam por tema o homem, por assim dizer, glorificado pelo néctar e pela ambrosia do Olympo.
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