Plantas Novas Cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O começo
Deixando a direcgao do Museu Botanico do Amazonas, que eu havia criado, por ter sido chamado a dirigir o Jardim Botanico do Rio de Janeiro, meu primeiro cuidado, ao assumir o exercício desse novo cargo foi catalogar as plantas cultivadas no mesmo jardim, ate então (*) sem determina'ao científica. A' medida que as classificava e introduzia outras, depararam-se-me algumas espécies que, se bem cultivadas e expostas, há muitos anos ao publico, não haviam, entretanto, passado pelas águas lustraes da ciência e viviam desconhecidas entre suas irmãs.
A família das palmeiras pela qual se apaixon'ra o Dr. von Martius e cujas espécies quase em sua maioria foram por ele classificadas, ofereceu sempre campo vasto para investiga'oes, apesar dos longos e penosos estudos do celebre palmographo. So ele descreveu, do Brazil, 120 espécies ("), durante sua perigrina'ao entre nos, nos anos de 1817-20.
Parecia que deviam estar todas as espécies conhecidas quando de 1849-60. o Dr. Ricardo Spruce ^apresentou mais 18 espécies novas {^), depois de sua viagem ao Amazonas. Nessa mesma época, um de seus companheiros Alfred Wallace, que com ele percorrera parte do gigante dos rios, (1848 52), também teve a felicidade de encontrar mais 5 espécies reconhecidas novas (*). Além dessas, Linneo, Ruiz e Pavon, Jacquin, Poeppig, Humboldt, Wildenow, Kunth, Klotzch, Gaeriner, Weddell, Meyer, Hooker e Karsten, em varias épocas, descreveram ainda 27, de modo que ate 1872 havia somente 170 espécies de palmeiras brasileiras reconhecidas, presumindo-se que mais nSLo existissem.
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