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Os Mistérios da Correção Durante a Revolta de 6 de Setembro de 1893

Luiz Joaquim de Oliveira e Castro, Roso Lagoa

História23 min de leitura21 páginas

O começo

— 49 — preso com ra ura, e, por conselhos do major Modestino, que também sofria os vexames da prisão na Detenção, por suposto crime politico, conseguiu libertar-se do infamante fato dos criminosos, mediante a quantia de* 50$, que deu ao administrador daquela casa.

Voltou à Secretaria de Policia, para ser acareado, pelo dr. Cesário de Mello, com o sr. Serpa Júnior, redator do Correio da Tarde, o qual, sob palavra, declarou não ser o constrangido o culpado!

Não obstante, regressou para a Detenção, de onde foi removido para a fortaleza da Conceição, com vários outros presos políticos, em um carro celular, escoltado por oito praças de cavalaria, de carabinas embaladas. Na fortaleza da Conceição, foi recebido por 60 praças, de carabinas embaladas e baioneta calada, e pela quarta vez sofreu minuciosa revista corporal.

A 3 de novembro de 1893, foi transferido da Conceição para a Casa da Correcção e encerrado no cubículo 174, de onde foi removido para o de n. 102, da 5. R galeria. Só saiu do cubículo para ser interrogado, a 23 de novembro, pela Commissão Militar, que, mais de uma vez, o julgou inocente. Apesar disto, regressou para o cubículo, onde o condenaram à mais bárbara expiação, pelo fato de seu pai, dr. Climaco Barbosa, ter-se declarado revoltoso.

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