Os Lusíadas: Poema Épico de Luís de Camões
Luís de Camões, José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcellos , Mateus
O começo
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(Dj0í £u0Uhã».
CANTO PRIMEIRO.
J\s armas» e os BarSes assinalados, Qne da Occidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados. Passaram ainda além da Taprobana ; Em perigos , e guerras esforçados , Mais do que prometia a força humana. Entre gente remota edificaram Noto reino, que tanto sobUmaram:
II.
E também as memorias gloriosas Daquelles Reis , que foram dilatando A Fé, o império; e as terras viciosas De Africa, e de Ásia, andaram devastando : E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando ; Cantando espalharei por toda parte. Se a tanto me ajudar o engenho , e arte.
os lusíadas. ni. Cessem do sábio Grego , e do Troiano , Ás navegações grandes que fizeram; CaUe-se de Alexandre, e de Trajano , A fama das vitórias qnc tiveram : Que eu canto o peito ilustre Lusitano , A qnem Neptuno , e Marte obedeceram : Cesse tmdo o que a Musa antigua canta. Que outro valor mais alto se alevanta
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