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Os Lusíadas: Poema Épico de Luís de Camões

Luís de Camões, José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcellos , Mateus

Poesia4 h 50 de leitura252 páginas

O começo

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(Dj0í £u0Uhã».

CANTO PRIMEIRO.

J\s armas» e os BarSes assinalados, Qne da Occidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados. Passaram ainda além da Taprobana ; Em perigos , e guerras esforçados , Mais do que prometia a força humana. Entre gente remota edificaram Noto reino, que tanto sobUmaram:

II.

E também as memorias gloriosas Daquelles Reis , que foram dilatando A Fé, o império; e as terras viciosas De Africa, e de Ásia, andaram devastando : E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando ; Cantando espalharei por toda parte. Se a tanto me ajudar o engenho , e arte.

os lusíadas. ni. Cessem do sábio Grego , e do Troiano , Ás navegações grandes que fizeram; CaUe-se de Alexandre, e de Trajano , A fama das vitórias qnc tiveram : Que eu canto o peito ilustre Lusitano , A qnem Neptuno , e Marte obedeceram : Cesse tmdo o que a Musa antigua canta. Que outro valor mais alto se alevanta

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