
Os Críticos do Fausto do Snr. Visconde de Castilho
O começo
ZOILO - THERSITES, na 3.' parte do Fausto.
Nos princípios de Julho do ano passado, saiu à luz nesta cidade, nitidamente editado pela casa da snr. a viúva More, um daqueles livros que marcam época nos fastos literários de uma língua. Era o Fausto de Goethe trasladado a português pelo Visconde de Castilho, livro ansiosamente esperado desde que chegara ao conhecimento do publico que o ilustre poeta consagrava os inexhauriveis recursos do seu talento k difícil empresa de nacionalisar a grande obra da literatura alemã. publico viu afinal satisfeita a sua ansiosa expectativa, e pode afoitamente dizer-se que, se muito esperava, foi dado ao gênio do snr. Castilho exceder ainda tão bem fundadas esperanças, excedendo-se a si mesmo.
— 6 — A imprensa ilhwtrada, foliando por algumas de suas mais brilhantes penas, saudou com entusiasmo a aparição do livro monumental, fazendo-se órgão dos aplausos com que ele fora acolhido por lodos os bons espíritos. Não é do nosso intento, escrevendo estas paginas, levantar um novo brado de louvor ao Fausto português; è mais ingrata a missão de que nos fizemos cargo. Essa obra esplêndida, se encontrou ardentes admiradoras, achou também, não censores cortezes e críticos impárciaes, mas rancorosos detratores. Lidador obscuro, saímos em defesa do ilustre poeta. Se consultássemos somente as nossas forças e não o dever, desistiríamos do empenho, que se nos afigurou nobre e justo. Vimos pois à…
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