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Os Anarchistas e a Civilização: Ensaio Politico sobre a Situação, por um Pernambucano

Joaquim Pinto de Campos (?–1887)

Política e sociedade54 min de leitura47 páginas

O começo

6 OS ANARGfflSTAS E A CIVILISAÇÃO.

— Para assentar o que?

— Para assentar-me , rindo, gênio do mal , sobre as minas fumegantes de um auspicioso império.

— Quem és tu ?

— O Adamastor da mentira.

— Donde soltas o teu bramido ?

— Da nobre cidade, outr'ora capital do Brasil, cujo pensar echôo.

Mentia o Adamastor ! Esse bramar e rugir energúmeno, esse baccbantear delirante, esse redemoinhar no vácuo, não representão mais que a triste perturbação de um cérebro enfermo.

Calumnía um solo ilustrado e leal quem sonha cumplicidades com essas vozes insanas. A terra de Caramurú, o torrão conspícuo por inumeráveis filhos seus, modelos de inteligência, e fidelidade, repele o falso procurador a quem nenhum mandato conferio ; protesta contra o torpe adulterar de seus sentimentos ; indigna-se com esse brado único, isolado, perdido, no remanso de uma população, unânime nas sentidas manifestações de inteligentes e cordatos votos.

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