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O Poema da Imperatriz

Antonio Joaquim Alvares

Poesia39 min de leitura34 páginas

O começo

E' religiosa, quando nos eleva o pensamento ao Cruzeiro, aos Cherubins e ao Éden, e a S. Eulália.

E' onomatópica, por exemplo quando para descrever a imensidade dasvirtudes da egrégia princesa, adorada deste povo varonil do Brazil, V. habilmente faz também um verso imenso :

Logo se deixam ver virtudes às mil e mil !

E' tudo quanto ha, Illm Sr. é tudo quanto ha.

E emprega-se V. na simples mermancia ! (2j Quando se tem um estro da qualidade do seu, o logar próprio não é nas catacumbas de uma casa da rua da Quitanda ; cumpria que antes morasse em palácio mui vasto, poeticamente situado, *à borda de um lago de fadas, próximo de um Pindo, palácio que o Imperante, a quem V. dedica o poema, deveria honrar com o seu nome, ad perpetuam rei memoriam .

Com que vigor V., quando lhe apraz, não funde em poucas palavras unu mundo de ideias ! Eu não sei bem porque razão é a província de Goyaz que diz isto, mas que ela o diz é certo :

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