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O Moribundo Cisne do Vogura

Francisco Joaquim Bingre (?–1856)

Poesia55 min de leitura48 páginas

O começo

Ai de quem se confia em teus enganos !

Sepúlveda, Poema, Caniiq 10, I.

furvado sobre o lar da choça minha. Açoitado do inverno , eu aquecia A um secGo cepo de oliveira aceso As mãos enregeladas,

Pelas fendas da porta assobiava O talhante Nordeste; e, gelo a'judo • Peneirando , o telhado me cubrla De gelada farinha.

— 6 — 3.

Era já alto sarao; tinha cantado O galo velador a vez primeira. Quando à porta senti bater três vezes , Com triplicado, impulso.

4.

Uma pinha na mao tomando acce'a , Corri nos altos sóccos tropeçando; Abri a porta , e vi uuj xdho hirto , A um bordão encostado.

Pelo braço o conduzo, e no meu poiso A' fogueira o sentei , que acesa estala ; Sem nada me dizer , batia os dentes , Tiritando convulso. ,

0.

\VaiA bilha com quente mel, e vinho Promptamente lhe dou , .que ao fogo tinha; Apenas o bebeo ^ ura ai arranca Do coração já morno,

7.

Então, fitando em mim seus olhos tristes, O venerando Ancião com voz piedosa. Dando ais amiudados, compassivo Me falia de&ta sorte : :=:=

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