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O Encoberto

Afonso Lopes Vieira (1878–1946)

Poesia48 min de leitura42 páginas

O começo

mento m»

lis emocional ou

filosófico,

ideal iíará

da sua simpathii

Aos que o esperam, na vida

Dae-lhe a alma e a forma: incarnação. Dae-lhe da vossa pura humanidade. E sabereis seu nome ao certo, então:

seu verdadeiro nome de Verdade.

Meio dia de sol. Larga uma armada. Da praia, o povo fica a vê-la desaparecer. . .

Lá vão as naus, lá vão elas, são de incantar:

Com velas de fina seda que o vento vai a ameigar, e cordas de prata e de oiro, onde vai sol a brilhar.

14 o ENCOBERTO

Um mendigo, na -prata:

Ó meus ricos bemfeitores!,

uma esmolinha, por amor de Deus. .

Lá vão as naus, lá vão elas, velas a arfar!

As charamelas tangendo espalham prata no ar! Os cavaleiros vão brancos, o sol parece o luar.

Uma mulher, a chorar na praia

Ai! O meu rico filho!, — e pVa isto o criei! — que não no torno a vèr!. . .

IS

Lá vão as naus, lá vão elas, proas ao mar!

Os lenços brancos são ais que vivem, que morrem no ar; ao perto são lenços brancos a acenar;

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