O Caminho de Ferro de Lourenço Marques Parecer da Comissão Africana e Informação
Joaquim José Machado , Sociedade de Geographia de Lisboa
O começo
À concessão feita ao sr. Moodie, por contrato de 20 de abril de 1876, tendo um prazo faial para o começo dos trabalhos, caducou, depois decorrido o período fixado.
Mais tarde, em fins de 1878, mandou o nosso governo proceder a estudos difinitivos de uma linha férrea, na parte do território português, e o governo inglês encarregou de estudos análogos, da fronteira a Pretória, a engenheiros que serviam no Transvaal.
Pensava-se naturalmente, já por aquele tempo, em negociações relativas ao tratado de 30 de maio de 1879, e é plausível supor que tais negociações partissem da iniciativa do governo britânico.
Os estudos da secção portuguesa foram remetidos ao ministério da marinha em setembro de 1879, e proximamente por essa ocasião, terminavam também os engenheiros ingleses o traçado no território do Transvaal, da fronteira a Pretória.
A construção do caminho de ferro adiava-se de mês para mês e de ano para ano, não obstante as instancias constantes e as representações sucessivas do comercio do Transvaal e de Lourenço Marques, não cessando em todo este tempo debaterem o assumpto os jornais do Sul da Africa, combatendo uns pelo traçado de Lourenço Marques, outros entendendo que o Transvaal deve preferir ter comunicações acceleradas com Nata!, e ainda outros pugnando por uma linha de Pretória a porto Elizabeth.
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