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O Cerco de Corintho, Poema de Lord Byron, Traduzido em Verso Português

George Gordon Byron, Baron Byron (1788–?)

Poesia41 min de leitura36 páginas

O começo — I.

Longo trilho de séculos exhaustos, / Rijas tormentas, bélicos furores, / Infestárão Corintho: ela entretanto / Persiste em pé, e no alteroso alcáçar / Nova conquista à Liberdade off'rece. / Nem bramir de tufões, nem terremotos / O alvejante penhasco lhe abalárão, / Esse lageoso assento, que, em despeito / Da decadência sua, inda parece / Não sem orgulho contemplar seu cimo; / Esse padrão demarcador erguido / Entre os dous mares, que de um lado e doutro / Lhe estão rolando purpurinas ondas, / Que sempre a forcejar por se reunirem, / O acatão sempre, e vem morrer-lhe às plantas. / Se o sangue nestes sítios derramado / Desde que neles o fraterno sangue / Timoléon vertêra, ou desde quando /…

Henrique Ernesto de Almeida Coutinho (tradutor) morreu em 1868; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1939.