
Missão ao Zaire de Francisco Antônio Pinto, Setembro de 1882
O começo
Tinha de resolver por toda a parte, por meio de arbitragem, as questões pendentes entre súbditos portugueses e estrangeiros ou indígenas, e devia estudar os meios a empregar para irmos firmando a nossa influencia na cosia do norte e rio Zaire, e destruindo os obstáculos à nossa futura ocupação, tendo como norma desses meios a civilização dos indígenas e a proteção dos portugueses ali estabelecidos.
Recommendaram-se-me em especial as missões portuguesas ao norte do Zaire, a proteção aos serviçais em todos os pontos a que temos direitos reservados, e em tudo prudência e reserva salutares.
Ê muito pesado o encargo, e são para ele minguadas as minhas forças, mas a boa vontade suppriu o que pôde.
Tive de soffrear impulsos patrióticos, e restringi os meus projetos ao que me pareceu absolutamente indispensável para trilhar o caminho direito e seguro de chegar ao fim que me tinha proposto.
Uma ou outra vez desço a minudencias, que parecem escusadas. Sel-o-hão. Mas faço-o por me parecer que não se tem escrito nem lido o suficiente sobre o assumpto. Perdoem-me os eruditos a impertinência e a rudeza da forma, que a agrava muito. Vou descrever a viagem e fazer as propostas e considerações que o estudo, do que vi e ouvi, sugeriu e formulou no meu espirito.
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