Livros › Academia Real das Sciencias de Lisboa › Memórias de Literatura Portuguesa

Capa de Memórias de Literatura Portuguesa

Memórias de Literatura Portuguesa

Academia Real das Sciencias de Lisboa

Ciência9 h 20 de leitura494 páginas

O começo

Com liceti'a de S, ALTEZA RBAt.

304- vi»

MEMORIA Em defesa de Camões contra Monsieur de Ia Harpe. Por António de Araújo de Azevedo.

AE p o p E I A he sem duvida uma das producç6cs mais difíceis , e admiráveis do espirito humano; entre os poucos engenhos , que por elas se immortalizái'o tem mui distinto lugar o nosso ilhistre CamÒes. Imaginação ardente e fértil , mas guiada sempre pelas regras da crítica, e do bom gosto 5 estilo simples, brilhante , correto , elegante , harmonioso , algumas vezes atrevido, e outras original ; sublimidade r\z9 ideias, luxo e rapidez nas descri pçôes , economia , e escolha feliz de imagens , vida e sensibilidade nos paneis : tais são os caracteres que na minha opinião distinguem superiormente o > Poeta rortuguez.

Montesquieu , que sabia sentir e julgar , disse que a Lusiada faz lembrar o quer que seja das bellezasda Odysséa ,e da magnificência da Eneida. Mas ainda que o nosso Poeta tenha sido elogiado por hom.ens como Montesquieu , nem por isso se segue , que as naç6es estrangeiras , isto he , que a maior parte dos sábios estrangeiros conheção as belezas do seu roêma , o que procede de se estudar pouco a nossa Lingua , e da faíta de boas traduções. A de Castera não merece ser comemorada , nem renitada ; a de Fans' bcna em Inglez encerra menos extravagâncias sem ter maior valor j a de Mickle na mesma língua he uma obra estimável. O Traductor he algumas vezes felií; , nias em muitas passagens se…

A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.

Mais de Academia Real das Sciencias de Lisboa