
Memórias das Rainhas de Portugal
Frederico Francisco de la Figanière
O começo
trabalho. Essa licença foi-me concedida com toda a con- . descendência e urbanidade, e tenho em conta de muito honroso para mim este favor, que desejo não desmerecer.
Omitindo o que tinha referência mais geral à historia do país, escolhi unicamente as passagens que me pareceram mais intimamente ligadas à vida da infanta, e conducentes a fazer conhecer e apreciar as suas ações: aí as apresento ao leitor na própria linguagem do autor, tão ^ enérgica e cheia de vida. Tentei apenas encadeiar os trechos destacados por meio das explicações que pedia o fio da narração ; e se acrescentei algumas breves noticias, são de natureza das que, não podendo ser admitidas numa historia nacional, têm todavia cabida em memorias biográficas.
Quanto às demais Memorias, o publico ííjuiaará delias como bem entender.
Darei aqui um publico testemunho do meu reconhecimento ao sr. José Manuel Severo Aureliano Basto, digno Guarda-Mór interino e Offlcial-Maior do A.rchivo Nacional da Torre do Tombo, não só pela cortesia e boa vontade com que me franqueou o exame dos documentos que precisava consultar, mas especiahnente pelo valioso auxilio que ele e seus dignos filhos os srs. João Pedro da Costa Basto e José Manuel da Costa Basto, hábeis paleographos do mesmo Archivo, me prestaram nas buscas e indagações a que tive de proceder. Também me foi de muito proveito a coadjuvação do sr. José Gomes Góes, distinto paleographo do referido Archivo, provido há tempo em um dos logares da Bibliotheca Nacional, ADVERTÊNCIA…
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