Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda: Impressa pela Primeira Vez no Ano de 1567
Jorge Ferreira de Vasconcellos
O começo
112— Bua do Arco do Bandeira— 112 H DCCC LXVU.
ALGUMAS PALAVRAS A RESPEITO Desta NOVA EDIÇÃO DO MEMORIAL DOS GAVALLEIROS DA TAYOLA REDONDA O revisor desta edição esteve por muito tempo perplexo sobre a maseira como devia dirigir a reimpressão desta obra, uma das mais raras que se conhecem. * Seguiria escrupulosamente a ortbograpbia antiga, ou apresentaria à moderna o modo de falar de um português quinben* tiãta?
Mas quem lerá esta obra? Os leitores dos modernos romances? Certamente que não. Jorge Ferreira de Vasconcellos não é um Walter Scott, nem um Alexandre Herculano, Bebello da Silva ou C. Gastello Branco. Os antigos talvez não gostassem dos modernos romances, se os pudessem ler; mas bofe qae os modernos tãobem se não deleitam muito na leitura dos romances dos séculos XV e xvi.
Quem serão então os leitores do Memorial dos Cavalleiros?
Hão de ser, com raríssimas excepções, os amantes dos livros portugueses antigos, que considerarão sempre esta obra como útil para os amantes da pureza de lingoagem, para os que gostam de ver os progressos que os estudos românticos fizeram em Portugal, para os estudiosos dos antigos usos e costumes nacionais e para pouco mais. Eis o gue me resolveo a seguir a ortbograpbia antiga.
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