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O Marquês de Pombal (Folheto para Poucos)

Manoel Caldas Cordeiro (1869–?)

HistóriaBiografia e memórias28 min de leitura24 páginas

O começo — PUBLICAÇÕES DO AUTOR

A Vigilia , n.º 1, 1886.

A Vigilia , n.º 2, 1886.

Pyrilampos (colaboração de Eduardo Pacheco, n.º 1), 1888.

Pyrilampos (colaboração de Eduardo Pacheco, n.º 2), 1888.

O Marquez de Pombal , 1890.

Rimes Folles (em preparação).

Contos Sinistros (em preparação)

Manoel Caldas Cordeiro

O MARQUEZ DE POMBAL

(FOLHETO PARA POUCOS)

PORTO / TYPOGRAPHIA DE A. J. DA SILVA TEIXEIRA / Rua da Cancella Velha, 70

1890

Ele tinha duas envergaduras como esses palhaços que aparecem no circo com um fato de duas cores. A envergadura do beato, do amigo de D. José, do providencial expurgador da impiedade; a envergadura do livre-pensador, do filósofo preocupado com o que dele diziam os contemporâneos.

Diziam boas cousas os contemporâneos. O Choiseul—um vizinho da sobre-loja, portanto,—chamáva-lhe: «um tacanho aventureiro que tinha sempre um jesuíta a cavalo no nariz». O massador Garção e o semsaborão Antonio Diniz da Cruz e Silva chamávam-lhe «gênio, muito alto e muito poderoso» e outras baboseiras. Os que viviam junto dele elogiávam-n'o uns por medo, outros por interesse. Os de longe, embora corressem parelhas, no talento e no caráter, eram tão amáveis como o ministro de Luiz XV .

Manoel Caldas Cordeiro (autor) morreu em 1914; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1985.

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