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Lírica

Filinto de Almeida (?–1945)

Poesia1 h 30 de leitura75 páginas

O começo

L>o teu amor era prol São todos os amores. ( Jrestaste-os como a flores, O" m eu único sol!

Aves de amorideaes, lim sendo desninhadas, São como águas passadas : Não voltam nunca mais I

Agora, que aos teus pés Os versos meus deponho, O 7 meu ultimo sonho, Aeoihe-os, por quem és !

Este meu seio, nu I>e todo o amor de outr'ora, Minha, esplendente aurora, Somente o occupas tu.

E por maneira tal O occupas e enches tanto, Que não há nicho ou canto Onde me caiba o Mal.

Tu és a minha luz, Luz que a minh'alma envida, E que através da vida Me guia e me conduz.

As nossas almas já Se uniram de tal sorte, Que nem a própria morte No-las desunirá.

E desuni-las, flor, Ninguém o quer nem ousa : Tu és a minha esposa, O meu bemdicto amor.

O que me vale a mim, Ao meu amor eterno, ffl ter o bem superno Do teu amor sem fim.

Este meu livro, eu sei Que ele é baldia terra ; Mas o melhor que encerra A ti o consagrei.

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