Lírica
Filinto de Almeida (?–1945)
O começo
L>o teu amor era prol São todos os amores. ( Jrestaste-os como a flores, O" m eu único sol!
Aves de amorideaes, lim sendo desninhadas, São como águas passadas : Não voltam nunca mais I
Agora, que aos teus pés Os versos meus deponho, O 7 meu ultimo sonho, Aeoihe-os, por quem és !
Este meu seio, nu I>e todo o amor de outr'ora, Minha, esplendente aurora, Somente o occupas tu.
E por maneira tal O occupas e enches tanto, Que não há nicho ou canto Onde me caiba o Mal.
Tu és a minha luz, Luz que a minh'alma envida, E que através da vida Me guia e me conduz.
As nossas almas já Se uniram de tal sorte, Que nem a própria morte No-las desunirá.
E desuni-las, flor, Ninguém o quer nem ousa : Tu és a minha esposa, O meu bemdicto amor.
O que me vale a mim, Ao meu amor eterno, ffl ter o bem superno Do teu amor sem fim.
Este meu livro, eu sei Que ele é baldia terra ; Mas o melhor que encerra A ti o consagrei.
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