
Jucunda: Comédia em 3 Atos
Abel Botelho (?–1917)
O começo
Convidados, Creados — Lisboa, Actualidade.
Jl^CUNDA
ATO I
Oíticina de escultor.— Um grande arco abatido, ao fundo, mascarado por um tapume, com uma porta, ao fundo esquerda, velada por um reposteiro. À esquerda alta outra porta, comunicando com a oficina dos canteiros. Mais outra pona, à direita alta, dando para um gabinete. Ainda à direita alta, uma estatua nua de mulher, em barro, sobre o cavalete; ao lado uma escada de mão. A esquerda alta um estrado. Mais, esparsos pela oficina, uma mesa, cadeiras, tamboretes, um fogão de ferro fundido, plintbos cçm esbocetos, quadros, meda- Ibóes.— É dia. Durante todo o ato ouve-se, com pequenos intervalos, o picar da pedra na oficina da esquerda.
CENA I
Fabrício e Henrique Sarmento (Direita baixa sentados.)
Fabrício Estás inganado, meu amigo. Não me importo com ela absolutamente nada.
Henrique Tem paciência; não te acredito.
IO Jucunda
Fabrício O homem! que necessidade tinha eu de estar a fingir contigo?
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