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D. Jayme: Poema

Tomás Ribeiro , Thomaz Ribeiro , Antonio Feliciano de Castilho

Poesia4 h 50 de leitura252 páginas

O começo

O sr. António Feliciano de Castilho, que sempre hei-de considerar meu mestre e meu amigo, escreveu não sei quando, um belo artigo sobre a conveniência do tratamento de vós, que já foi nosso, e que ainda boje é dos velhos da minha província.

Deixando pois por agora as senhorias, e as excelências, permiti que nas poucas observações que tenho a fazer às vossas excelentes críticas acerca do D. Jayme vos trate segundo os conselhos do meu presado mestre.

Não é usual vir o autor de uma obra defendê-la na imprensa; mas há exemplos; e se os não houvesse dava-o eu. Desagradaria a muita gente, é provável; já estou nessa posse, e nela já agora terei de manter-me no trajeto longo ou curto, feliz ou infeliz, da minha vida.

Presando cordealmente os meus amigos, e respeitando os meus adversários, apreciarei sempre os conselhos de todos, sem nunca desprezar os da minha íntima consciência.

Dois motivos me obrigam a dirigir-vos estas cartas: o primeiro, é render à critica esclarecida e sincera a homenagem a que tem jus ; o segundo, é agradecer-lhe publicamente a urbanidade com que me tratou.

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