
D. Jayme: Poema
Tomás Ribeiro , Thomaz Ribeiro , Antonio Feliciano de Castilho
O começo
O sr. António Feliciano de Castilho, que sempre hei-de considerar meu mestre e meu amigo, escreveu não sei quando, um belo artigo sobre a conveniência do tratamento de vós, que já foi nosso, e que ainda boje é dos velhos da minha província.
Deixando pois por agora as senhorias, e as excelências, permiti que nas poucas observações que tenho a fazer às vossas excelentes críticas acerca do D. Jayme vos trate segundo os conselhos do meu presado mestre.
Não é usual vir o autor de uma obra defendê-la na imprensa; mas há exemplos; e se os não houvesse dava-o eu. Desagradaria a muita gente, é provável; já estou nessa posse, e nela já agora terei de manter-me no trajeto longo ou curto, feliz ou infeliz, da minha vida.
Presando cordealmente os meus amigos, e respeitando os meus adversários, apreciarei sempre os conselhos de todos, sem nunca desprezar os da minha íntima consciência.
Dois motivos me obrigam a dirigir-vos estas cartas: o primeiro, é render à critica esclarecida e sincera a homenagem a que tem jus ; o segundo, é agradecer-lhe publicamente a urbanidade com que me tratou.
A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.